Lançamento do LDDS em Salvador

Gostaria de te convidar para o lançamento do meu livro, aqui no Nordeste, no Espaço Castro Alves, da livraria Saraiva do shopping Salvador, durante o evento “Fala Escritor” (http://www.falaescritor.blogspot.com/), promovido todos os meses pelos cordialíssimos escritores Leandro de Assis e Valdek Almeida (dentre outras pessoas fantásticas, como a doce poeta Monique Jagersbachr).

Será agora em maio, no dia 08, às 18h00. Será uma honra ver você por lá! Se já tem meu livro, traga para ser autografado, se não, aproveite para adquirir o seu (quem sabe um dia fico famoso e você poderá exibi-lo aos seus netos dizendo que comprou A Fome de Íbus – Livro do Dentes-de-Sabre diretamente da minha mão e que eu o autografei para você com minha caneta da sorte! Rsrsss... (não se esqueça que sou escritor de fantasia: sonho fácil, fácil...).

Ah, e se tiver Orkut, um blog, twitter ou site, divulgue meu lançamento, por favor! Seria uma grande ajuda! Obrigado.

Promoção Viagem Literária

Olá pessoal. Obrigado a todos que resolveram participar da promoção "A Fome de Íbus - Livro do Dentes-de-Sabre" no site Viagem Literária (www.viagemliteraria.com.br). À feliz vencedora (Carol D., que também é nossa coleguinha aqui do Skoob), um grande beijo e espero que curta muito a leitura do livro!

Apresentação

Pois bem. É com muito prazer que recebo os visitantes deste blog. Meu objetivo aqui é expor as páginas de meu primeiro livro, o Livro do Dentes-de-Sabre, o primeiro da saga intitulada A Fome de Íbus. Se você é aficionado por literatura do gênero de fantasia, vai encontrar aqui um prato cheio. Meu primeiro livro foi selecionado pela editora Novo Século (Os Sete, Sétimo, Vampiro Rei, Turno da Noite...) para integrar a coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira, mas por motivos outros não houve entendimento para a publicação. De forma geral, a falta de interesse das editoras pelo tema é bizarra, já que na Europa e Estados Unidos, fantasia é um dos carros chefes do mercado literário. As editoras brasileiras preferem publicar autores estrangeiros desse tema a autores nacionais. Nada contra os bons, diga-se de passagem. Meus originais foram recusados sistematicamente. Fato esse comum aos autores iniciantes, mas não posso aceitar esta situação passivamente. Decidi lutar. Usei serviços profissionais de leitura crítica e revisão editorial além de prestativos voluntários beta-readers, que aprovaram e estimularam meu trabalho. Acima de tudo, tenho certeza de que fiz uma boa história e não posso concordar com a hipótese de que há falta de qualidade nos meus originais. Temos nos deparado com material pobre e de qualidade duvidosa sendo impresso e, nesse ponto, não estou seguro se sua publicação facilita ou dificulta a entrada do que eu escrevo nas editoras. Se as pessoas encontram coisas ruins sobre o assunto fantasia, vão se desinteressar dele. As possibilidades de que eu seja publicado portanto, diminuem. Sendo positivo, a publicação de autores estrangeiros pode ser um alento e porta de entrada. Quem sabe sirvam de abertura para os nacionais desse segmento tão apreciado. André Vianco está aí para comprovar que brasileiros podem escrever sobre terror e vampiros. Orlando Paes Filho comprova que brasileiros podem se aventurar na ficção histórica medieval. Quando crianças, passamos nossa infância ouvindo histórias de dragões e princesas, mas então, não muito longe, estas histórias nos são tiradas e nunca mais retornam. Tomam a pecha de “temática infantil”, e fica proibido ao adolescente e ao adulto gostar delas. Pior ainda, já que falamos de crianças, ouvi certa vez que uma “professora” disse que dragões e castelos eram de difícil assimilação, já que tratava-se de temática européia que não fazia parte do dia-a-dia do brasileiro. A escritora, sua interlocutora, em contrapartida disse que ela gostava muito daquilo embora não fizesse parte do seu dia-a-dia também (ou será que alguém encontra com dragões ou bruxos mortos-vivos por aí?). Pelo raciocínio da “professora”, deveremos passar o resto de nossos dias escrevendo sobre nossas raízes indígenas e africanas, sobre sítios, sobre a infância feliz no interior de Minas, sobre namoricos adolescentes numa praia do Rio ou sobre engraxates perdidos na metrópole paulistana. O que há contra a imaginação? O que é necessário para nos fazer sonhar? É especialmente importante, com o intuíto de não tolher a liberdade criativa, salientar que a cultura brasileira não pode ser pautada apenas pelas suas raízes africanas e indígenas. Também viemos da Ásia. Também viemos da Europa! O mundo paralelo onde coloco minha narrativa é medieval e europeu, no que concerne sua relação com o nosso. Não quero que isso seja visto com maus olhos! Mantenham o preconceito longe, por favor. Faço desse blog, portanto, meu patético manifesto. Conclamo os leitores deste país a lerem fantasia. Assim as editoras podem se sensibilizar para o tema e teremos, quem sabe, um país mais povoado por dragões, magos e cavaleiros empunhando espadas mágicas, contra os poderes arcanos das sombras (que estão ao nosso redor, todo o tempo!).

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Era uma vez...

Retirado do blog de Fabricio Carpinejar

A magia da ficção está ligada aos contos de fadas. O famoso "Era uma vez" é a tecla play do imaginário das crianças, capaz de dar movimento, luz e som aos sonhos vida afora e expulsar o medo do escuro. A disponibilidade para a ficção nos anos de maturidade depende do que é capturado nessa primeira fase da vida. Assim como nosso equilíbrio entre real e irreal, entre o prosaico e o imaginado. "A infância é a época em que essas fantasias precisam ser nutridas", escreve o psicólogo austríaco Bruno Bettelheim (1903-1990) em A Psicanálise dos Contos de Fadas. Isso porque, sendo um estágio que vai definir um bocado da nossa personalidade futura, a infância é o terreno mais fértil para plantar os sonhos e despertar os pequenos para a necessidade da invenção para enfrentar a realidade.

Os contos de fadas representam um corrimão para as crianças firmarem os próprios passos, brincarem com as idéias e tentarem entender seu universo. "Oferecer para a criança o pensamento racional como forma de organizar seus sentimentos e compreensão do mundo só servirá para confundi-la e limitá-la", afirma Bettelheim, que comprou a briga na defesa dos contos de fadas como o pontapé inicial de uma vida mental mais saudável. Contrariou os pais que identificavam nas histórias fantásticas uma fuga da realidade. "Não lhes ocorre que a verdade na vida de uma criança possa ser diferente dos adultos. Não percebem que os contos de fadas não tentam descrever o mundo externo e a realidade. Nem reconhecem que uma criança sadia nunca acredita que esses contos descrevam o mundo realisticamente", diz. "A verdade dos contos de fadas é a verdade de nossa imaginação."

3 comentários:

•·.·´¯`·.·•Lili Cavalcanti•·.·´¯`·.·• disse...

Muito legal o seu trabalho... mas continue perseverante, que sua obra será reconhecida e todas as editoras q não quiseram publicar, se arrependerão...

boa sorte!!!

Madalena Barranco disse...

Olá Albarus, a chuva de hoje me prendeu ao computador e... Do Leia Livro pulei para seu blog e... AMEI! Concordo com você quando defende a fantasia para todos, algo que eu venho fazendo há alguns anos em minhas publicações. Como você mesmo diz, no exterior a fantasia é o carro chefe da Literatura Contemporânea & até meio que Virtual, e alcança leitores de todas as idades. A prova irrefutável disso é um dos mais belos e antigos livros sobre fantasia: "As mil e uma noites". Persista. Voltarei para continuar lendo o seu culturabelíssimo blog. Abraços. Madalena
Site: http://literatura.webhop.net

Marcio Melo disse...

Albarus, obrigado pelos comentários em meu blog. Para quem ainda está iniciando é bom ouvir elogios.

Gostei bastante do seu trabalho. Estarei voltando sempre, já está no favoritos aqui.

Quando ao Labirinto do Fauno realmente assustador o homem pálido. Fora isso o general protagonizou algumas cenas muito fortes também.

A bússola dourada (de ouro) vale a pena mais os 2 últimos volumes. O filme não estou levando muita fé não. Vamos esperar...